
fragmentos de jean dominique bauby, em "le scaphandre et le papillon"
"Por trás da cortina de pano roída pelas traças, uma claridade leitosa anuncia a aproximação da manhã. Doem-me os calcanhares, sinto a cabeça apertada num torno, e todo o meu corpo está encerrado numa espécie de escafandro. O meu quarto sai lentamente da penumbra. Observo pormenorizadamente as fotografias dos meus queridos, os desenhos das crianças, os cartazes, um pequeno ciclista de folha enviado por um camarada na véspera do Paris-Roubaix, e o cavalete que sustenta a cama onde estou incrustado há seis meses como um bernardo-eremita sobre o seu rochedo.
O escafandro torna-se menos opressivo e o espírito pode vagabundear como uma borboleta. Há tanta coisa a fazer. É possível elevar-me no espaço ou no tempo, partir a voar para a Terra do Fogo ou para a corte do rei Midas. É possível ir visitar a mulher amada, deslizar junto dela e acariciar o seu rosto, ainda adormecido. É possível construir castelos no ar, conquistar o Tosão de Ouro, descobrir a Atlântida, realizar os sonhos de criança e os sonhos de adulto. [...] "
7 balões bonitos:
borboletinha, pq vc vem e vai?
"You've got stuck in a moment and now you can't get out of it...
this time will pass"
o bono tem altas respostas.
o meu escafandro às vezes é bem quentinho!
Tem dias q eu nem tenho vontade de sair...
=T
Vou fugir das metáforas e falar sobre o filme: gostei mais pela estética do que pela história em si.
Sou mó insensível às vezes.
adoro ver coisas sobre o amanhã, sua poesia, e as cores com as quais sonho, mas talvez nunca venham.
grande abraço.
(nunca mais te vi, estranho né?)
Nunca achei a espera agrad�vel, parece um tempo parado no meio do nada... mas voc� falou em casulo, bom, tudo tem sua hora.
Bjs
Lembrei de Mar Adentro.
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